Celebrado em 8 de junho, o Dia Mundial dos Oceanos reforça a importância da conservação dos ambientes marinhos para a manutenção da biodiversidade, da qualidade de vida e do equilíbrio climático do planeta. No Espírito Santo, a Área de Proteção Ambiental (APA) de Setiba, gerida pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), desempenha um papel estratégico na proteção de ecossistemas costeiros e marinhos de grande relevância ecológica.
Criada para atuar como uma zona de proteção no entorno do Parque Estadual Paulo César Vinha e do Arquipélago Três Ilhas, a APA de Setiba abriga uma rica diversidade de ambientes naturais. Em sua porção terrestre, destacam-se formações de restinga, manguezal e mata de tabuleiro. Já na área marinha está localizado o Arquipélago de Três Ilhas, um dos principais patrimônios naturais do litoral capixaba.
A região apresenta uma rica biodiversidade, que está diretamente relacionada às características únicas do litoral do Espírito Santo. Pesquisas científicas colocam o Arquipélago de Três Ilhas entre as áreas marinhas mais biodiversas do Atlântico Sul Ocidental. Estudos registraram 174 espécies de peixes recifais na região, a maior diversidade já identificada para o Brasil e uma das maiores de todo o Atlântico Sul Ocidental.
O estado recebe a influência de duas importantes correntes marinhas: a Corrente do Brasil, de características tropicais, e a Corrente das Malvinas, de águas mais frias e subtropicais. O encontro dessas massas d’água cria uma área de transição ecológica que favorece a coexistência de espécies típicas de diferentes regiões do Atlântico.
Outro fator determinante para essa riqueza biológica é a diversidade de habitats marinhos presentes na costa capixaba. Entre eles estão os bancos de rodolitos, estruturas formadas por algas calcárias que funcionam como verdadeiros berçários da vida marinha.
"Celebrar o Dia Mundial dos Oceanos é reconhecer a importância de áreas protegidas como a APA de Setiba para a conservação da biodiversidade marinha. A preservação dos ambientes marinhos vai além da criação de áreas protegidas. Ela envolve educação ambiental, engajamento da sociedade e ações contínuas de manejo e conservação”, destacou Joseany Trarbarch, gerente de Gestão de Unidades de Conservação do Iema.
“Na APA de Setiba, o Iema atua em diversas frentes para proteger a biodiversidade local, incluindo iniciativas de controle do coral-sol, espécie invasora que pode causar impactos significativos aos ecossistemas marinhos. O envolvimento da população e o respeito às áreas naturais são fundamentais para garantir a conservação desse patrimônio para as próximas gerações”, explicou a gerente.
Texto: Victor Mattedi
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