Governo do Estado do Espírito Santo
03/07/2026 11h14

Monitoramento da biodiversidade fortalece conservação no Monumento Natural Estadual Serra das Torres

No mês de junho, o Monumento Natural Estadual Serra das Torres, por meio de sua equipe técnica, formada por biólogos, prestou apoio à pesquisadora Paloma Santos, do Instituto Tamanduá, durante atividades de levantamento de espécies das ordens Pilosa (tamanduás e preguiças) e primata. Nas atividades foi utilizada uma metodologia com base tecnológica utilizando drone equipado com câmera térmica, recurso que tem se destacado pela elevada eficiência na detecção e no monitoramento de animais arborícolas em áreas florestais.

O Monast mantém um programa contínuo de monitoramento da biodiversidade, por câmeras fotográficas, que já contabiliza o registro de 479 espécies de fauna em seu território. Destas, 17 são classificadas como ameaçadas de extinção ou apresentam algum grau de vulnerabilidade. Esses resultados evidenciam a relevância ambiental da unidade de conservação e reforçam a importância da adoção de novas tecnologias de monitoramento, fundamentais para ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade local e fortalecer as ações voltadas à sua conservação.

A parceria com o Instituto Tamanduá, além de contribuir para a coleta de dados científicos, proporcionou importante troca de conhecimentos sobre a aplicação de drones termais em estudos de fauna, ampliando o aprendizado técnico da equipe gestora da Unidade de Conservação.

Durante o monitoramento, foi feito o registro de três indivíduos da espécie Bradypus torquatus, conhecidas popularmente como preguiças de coleira, sendo um macho e uma fêmea com filhote. E outro registro importante de mais quatro indivíduos da espécie Callicebus donacophilus, popularmente conhecida como sauá ou guigó. Embora a ocorrência das espécies já constasse nos registros da unidade, esta foi a primeira vez que indivíduos de preguiça de coleira foram documentados fotograficamente dentro da área do monumento.

“Esses registros representam um marco para o monitoramento da fauna do Monumento e reforçam a importância das parcerias interinstitucionais, especialmente no apoio às pesquisas científicas e na utilização de novas tecnologias, como drones equipados com câmeras termais. Isso justifica a aquisição desse tipo de equipamento, que, além de contribuir para o monitoramento da biodiversidade, possui outras aplicações, como o apoio à fiscalização de áreas de difícil acesso e o auxílio no combate a incêndios florestais, por meio da identificação e eliminação de focos remanescentes”, salientou o gestor do Monast, Marcos Paulo Rodrigues de Almeida.

As ações de monitoramento contam com a parceria de recursos do ACT Vale/Iema, que atuam em conjunto na preservação da região.

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